Golpes no WhatsApp: como criminosos estão enganando milhões de brasileiros — e o que você pode fazer para se proteger

O WhatsApp virou o principal alvo dos golpistas

Nos últimos anos, o WhatsApp deixou de ser apenas um aplicativo de mensagens para se tornar o centro da comunicação no Brasil. É por ele que as pessoas falam com a família, resolvem problemas do trabalho, recebem notícias e fazem pagamentos. Justamente por isso, o aplicativo também se transformou no principal campo de atuação de criminosos digitais.

Em 2026, os golpes no WhatsApp atingiram um nível de sofisticação que preocupa autoridades, empresas de tecnologia e especialistas em segurança. Não se trata mais de mensagens mal escritas ou promessas absurdas. Hoje, os golpistas usam linguagem correta, fotos reais, áudios com vozes humanas e até vídeos manipulados para parecer legítimos.

O resultado é um cenário em que qualquer pessoa — de jovens conectados a idosos que estão começando a usar a internet — pode cair em uma armadilha em poucos segundos.

Como os criminosos se aproveitam da confiança

O grande trunfo dos golpistas é a confiança. O WhatsApp é um ambiente pessoal. Diferente de redes sociais abertas, ali as mensagens chegam como se fossem de alguém conhecido. Isso faz com que o cérebro baixe a guarda.

Os criminosos sabem disso e exploram exatamente essa sensação de proximidade. Eles se passam por familiares, amigos, empresas, bancos e até pelo próprio suporte do WhatsApp. Criam situações de urgência, medo ou oportunidade para forçar a vítima a agir rápido, sem pensar.

É nesse momento que a fraude acontece.

O golpe do “número novo” continua fazendo vítimas

Um dos golpes mais comuns ainda é o do “troquei de número”. A pessoa recebe uma mensagem dizendo que um parente ou amigo mudou de telefone e está falando por um contato novo. Depois de algumas trocas de mensagens, o golpista pede dinheiro, geralmente com uma história de emergência.

O que torna esse golpe tão eficiente é o tom emocional. O criminoso escreve como se fosse alguém próximo, usa apelidos, menciona situações comuns e cria uma narrativa convincente.

Muita gente só percebe que caiu no golpe depois que o dinheiro já foi transferido.

Falsos prêmios e links que parecem reais

Outro tipo de fraude que cresceu bastante envolve links. Mensagens dizendo que a pessoa ganhou um celular, um cupom de compras ou um benefício exclusivo são enviadas em massa. Ao clicar, a vítima é levada para um site que imita páginas de empresas conhecidas.

Esses sites pedem dados pessoais, número de telefone, e-mail e, em alguns casos, até informações bancárias. Em segundos, os dados da vítima estão nas mãos de criminosos.

O visual desses sites é cada vez mais profissional, o que engana até usuários experientes.

Quando o golpe usa medo em vez de promessa

Se alguns golpistas usam promessas, outros usam medo. Mensagens dizendo que a conta será bloqueada, que houve uma tentativa de invasão ou que o WhatsApp precisa de confirmação de dados são exemplos clássicos.

A pessoa, assustada, clica no link para “resolver o problema” e acaba entregando suas informações.

É importante deixar claro: o WhatsApp não envia mensagens pedindo dados pessoais, códigos ou senhas. Nunca.

A clonagem de contas virou um problema sério

Além dos golpes por mensagem, há também a clonagem de contas. O criminoso tenta registrar o número da vítima em outro celular e pede o código de verificação fingindo ser um amigo ou o suporte.

Se a vítima passa esse código, perde o controle da conta. A partir daí, o golpista começa a se passar por ela e pedir dinheiro para todos os contatos.

É um efeito dominó: uma vítima vira ponte para muitas outras.

Por que tanta gente ainda cai nesses golpes

Mesmo com tanta informação, os golpes continuam funcionando porque eles atacam emoções. Medo, pressa, pena e ganância são gatilhos poderosos. Quando a pessoa está emocionalmente envolvida, o pensamento crítico diminui.

Além disso, nem todo mundo acompanha notícias sobre segurança digital. Muita gente usa o WhatsApp todos os dias, mas não sabe como o aplicativo realmente funciona por trás.

O que você pode fazer para se proteger de verdade

A proteção começa com atitudes simples. Ativar a verificação em duas etapas no WhatsApp é essencial. Esse recurso cria um PIN que impede que outra pessoa registre sua conta facilmente.

Também é importante limitar quem pode ver sua foto, status e recado. Quanto menos informação pública, menos material o golpista tem para criar uma história convincente.

Desconfiar de mensagens que pedem urgência, dinheiro ou dados é outra regra básica. Mesmo que pareça alguém conhecido, vale ligar ou mandar um áudio para confirmar.

Atualizações e atenção fazem diferença

Manter o aplicativo atualizado ajuda a fechar falhas de segurança. Evitar instalar aplicativos fora da loja oficial também reduz riscos.

E, acima de tudo, é preciso criar o hábito da dúvida. No mundo digital, desconfiar é sinal de inteligência, não de grosseria.

O que fazer se você ou alguém próximo cair em um golpe

Se alguém perceber que caiu em um golpe, é importante agir rápido. Avisar os contatos, tentar recuperar a conta e registrar ocorrência são passos fundamentais. Quanto mais rápido a reação, menores os danos.

Informação é a melhor defesa

Os golpes no WhatsApp são parte da realidade digital em 2026. Eles não vão desaparecer, mas podem ser evitados. A principal arma contra esse tipo de crime é a informação.

Entender como os criminosos agem é o primeiro passo para não virar estatística.

No mundo conectado, saber se proteger é tão importante quanto saber usar.

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